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sexta-feira, junho 24, 2005

Joost™

A morte...fica-me tão bem...o útimo dia da minha vida!

E aqui estou eu, como que a portas da morte, já não sinto nada, morri por dentro, tornei-me áspero e incapaz de sentir seja o que quer que seja...em retrospectiva sem que vive e fui feliz, mas penso se até está realidade será verdade. É duro viver sem que para isso exista vontade, eu acho que já não vivo, sobrevivo limito-me apenas a dormir a e a comer, neste momento não faço mais nada a não ser escrever estas linhas, estas tenazes linhas, que para mim por mais parvo que seja é tudo que me resta de uma realidade que para mim já não faz qualquer sentido, duvido ate da sua veracidade e existência.
Em menos de quatro dias entrei num processo de implosão e auto destruição, afastei tudo e todos, sozinho fiquei, mas achego a dura conclusão que é assim que eu deve permanecer, para que fingir o que não sou, sou criatura noctívaga e solitária, agressiva e egoísta, incapaz de amar, ou de ter um gesto carinhoso, este sou eu o verdadeiro eu, o eu que procurei reprimir com todas as forças, mas em vão...e aqui estou, num processo de auto regeneração depois de ter morrido por dentro, qual Fénix renascida das cinzas, também eu espero voltar, mas não adianta...fico apenas eu, o outro já lá vai...e não dá sinal de voltar, não tem forças, as relações humanas são complicadas, e eu acho que as complico mais, sou muito conflituoso, exagerado, impulsivo...acho que sou mesmo má pessoa, a maldade existe e a crueldade abunda, seja é preciso eu consciencializar-me de quem sou para que assim posso melhor viver com o meu próprio fardo, dói e a dor é tanta que já deixei de sentir, estou em estado de choque, passou de uma dor física para nada, existo no vazio da minha existência, nada sinto, não sei quem sou e não sei a que mundo pertenço, terei então que criar o meu próprio mundo, só assim poderei voltar a viver, ate lá morrerei todos os dias mais um pouco...culpas são minhas e de mais ninguém, e as desculpas não se pedem evitam-se...entretanto cá estarei, como que refugiado nestas parcas e efémeras linhas, que valor não tem para ninguém, a não ser para mim, que mais nada tem significado para mim, mim, eu sou eu...enfim...

Peço ao mundo que se afaste...e me deixe ir...

Keep on Blogging!

Johann Pachelbel
Canon

Joost™