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sexta-feira, março 25, 2005

Joost™

Trabalho de Grupo


Por grupo de trabalho eu entendo que seja a reunião de pessoas para a realização de uma determinada tarefa específica, onde se consegue e procura-se manter um certo nível refinado de comportamento distinguido pela designação lisonjeira e positiva de cooperação. É suposto que cada um dos membros contribua para o grupo de acordo com suas capacidades intelectuais individuais, e é neste caso que na minha opinião se consegue construir e manter um bom espírito de grupo. Por espírito de grupo, entendo ainda a existência de um propósito comum, o reconhecimento comum dos limites de cada membro e a sua posição e função em relação às unidades e grupos maiores, a distinção entre os subgrupos internos, a valorização dos membros individuais por suas contribuições ao grupo, a liberdade de locomoção dos membros individuais dentro do grupo, a capacidade do grupo enfrentar descontentamentos dentro de si e de ter meios de lidar com ele. A dinâmica de grupo é um fenómeno complexo e extenso, e por isso amplamente estudado, dai eu recorrer a um autor de reconhecida autoridade na área para tentar ir um pouco mais além, visto os meus conhecimentos serem ligeiramente limitados a minha singular opinião.

A expressão "mentalidade de grupos" é a expressão unânime da vontade do grupo, à qual o indivíduo contribui por maneiras das quais ele não se dá conta, influenciando-o desagradavelmente sempre que ele pensa ou se comporta de um modo que varie de acordo com os pressupostos básicos" (Bion, 1975).
Segundo ela, Bion acha que está seria responsável pelo "fracasso dos grupos" o que nos remete para à "expressão num grupo de impulsos que os indivíduos desejam satisfazer anonimamente e a frustração produzida no indivíduo pelas consequências que para si mesmo decorrem desta satisfação".

Nas suas observações e estudos eu destaco diversas situações onde o grupo parece estar mobilizado pela mentalidade de grupo. Em conversas fúteis, ausência de juízo crítico, situações "sobrecarregadas de emoções" a exercerem influências sobre o indivíduo, estímulo às emoções independentemente do julgamento, em suma: "perturbações do comportamento racional do grupo".
Desta forma, os grupos são como uma moeda, que possui duas faces (cara e coroa), uma voltada à consecução dos seus objectivos e outra regida por impulsos dos seus membros, impulsos esses que se manifestariam aquando da reunião em um grupo.


Nota: W. Bion foi um psiquiatra e psicanalista inglês que desenvolveu diversas pesquisas sobre a formação e fenómenos de grupo, entre outros assuntos. Iniciou os seus trabalhos no exército inglês e deu prosseguimento aos mesmos em grupos no Instituto Tavistock. Muitos dos conceitos desenvolvidos na sua pesquisa tornaram-se relevantes para a compreensão de grupos de trabalho e dos fenómenos emocionais subjacentes.

Bion, W. R. (1975). Experiências com grupos
By Focke-Wulf Corp.

quinta-feira, março 17, 2005

Joost™

Bichinho do Plágio II

Novamente o plágio? Mas o que é e quem é este bichinho do plágio, quais os sintomas? Esperemos que não tenha vindo para ficar e criar raizes!
O plágio é na minha opinião pura e simplesmente a inclusão num trabalho próprio, de frases ou ideias de outra pessoa, sem que se dê o devido crédito ao autor original e de direito. Dentro de um curso superior(parece ser neste meio onde o caso é mais recorrente) e não só, o plágio é uma falta grave, podendo e devendo causar advertências e seraplicado com isso a pena máxima, tal e não só a reprovação do plagiário, a condenação ao ostracismo intelectual é imperativo. Para que o plagiário reincidente saiba exactamente como evitar o plágio, temos a disciplina de Métodos e Técnicas de Investigação onde se aprende como escrever os trabalhos e a referenciar o material que o compõe. Quando o plágiario é identificado e tem corajem para admitir públicamente a sua falha, apesar de tudo, tem o meu respeito e consideração.

Simplesmente lamentável…dizer mais para que?

Um abraço a todos os companheiros de guerra que de uma maneira ou outra viram a sua integridade colocada em causa!

Keep on Blogging!

Johann Pachelbel
Canon

Joost™