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terça-feira, outubro 18, 2005

Joost™

Tentativa de racionalizar o Amor


"Por que ficar juntos quando o amor acabou?" “Será que acabou mesmo…?”
É uma boa pergunta, e uma que me coloco constantemente nos dias que correm. E pergunto-me ainda o para quê de acabar uma relação se o amor anda existe, está é muito mais complicada…talvez numa próxima oportunidade, sem disponibilidade emocional para a desenvolver agora.
Não será ainda possível eu procurar uma maneira de evitar que as dificuldades da vida apaguem a chama do meu amor? Sempre é melhor do que acabar ou desistir simplesmente de quem amo…é o que genuinamente sinto!

É verdade que eu ao assumir as atitudes de um casal – tempo juntos, vida em comum, etc. – teve em mim como que um efeito castrador e sinto que me impediu muitas vezes o aprofundamento desse mesmo amor, interrompi a sua construção, o que acabou por viciar muitas vezes a sua verificação efectiva.Quem é a outra pessoa, aquela que eu amo? Quem sou eu mesmo hoje, que dom profundo estou apto a dar-lhe? Acho que devo antes de mais descobrir-me, conhecer-me, muito antes de decidir seja o que for, encaro isso actualmente como fundamental.O amor, para mim, não é só o fogo do sentimento, não é só o “flash” de uma paixão. O amor é um fogo sim, mas que deve resistir aos caprichos dos ventos e aos tornados dos temporais.

Este amor que sinto é possível, acredito nisso e posso decidi-lo e realizá-lo. Como?O amor não se reduz à impressão que tenho de amar ou de já não amar. É esta decisão recíproca que faz o elo do amor. Será que desaparece? Em mim vive sem cessar…
Mas pergunto-me ainda muitas vezes, será que o amor não se desgasta também?Entendo que pode desgastar-se e pode não o fazer. Isso depende de como amo e continuo a amar. Não há fatalidade! Um filho entre muitos de um “mau casamento” não está condenado a sofrer da igual forma, não padece forçosamente do mesmo fado. Sou como todo o homem, uma pessoa singular, capaz de amar e de ser amado. Posso e sinto-me capaz de construir uma relação, de aprofundar esse amor, de perdoar e ser perdoado (mais está última!).

O que posso fazer para o amor que sinto não se esgotar nem desgastar?Simples, fazendo-o crescer. Amar para mim não é só ter relações físicas ou sorrir quando se acha o outro amável, mas sim fazer crescer o amor e amar simplesmente com todas as minhas forças, querer o bem e quem se ama, ver tudo o que ela faz de bem e não somar tudo o que ela faz de mal. É procurar dar prazer ao outro, um dar gratuito sem querer nada em troca...isto para mim é amar genuinamente, não se ama por amar!

Será que posso fazer crescer o amor que sinto? Como não o deixar morrer? Será que preciso “enxertar o amor” no amor que sinto e não para de aumentar? Estas acções desgastam o amor? Discussões, raivas, faltas de atenção um para com o outro, egoísmos... tais acções condenaram-me a ficarmos fechado no fracasso.

"Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero" (Rm 7,19). É o meu maior pecado, erro e fonte de arrependimento constante…

Eu proponho, procurando sempre respeitar a liberdade universal de cada um, voltar a apoiar-nos no amor, reconhecermos as nossas faltas e aceitarmos ser recriados de novo, como que receber de novo a chama do Amor.Ficam questões por esclarecer e resolver, mas a vida não são dois dias e é um assunto de extrema relevância, algo que deve ser alvo de reflexão…sempre tendo presente o amor e a sensibilidade que ele implicitamente implica.

By Focke-Wulf Corp.

3 Comments:

At 4:07 p.m., Blogger Tomatinha said...

Não se racionaliza...sente-se é mto melhor assim...seja kdo magoa ou kdo alegra...pk assim crescemos! :)

 
At 4:08 p.m., Blogger Undisclosed said...

Uma coisa é o nosso coração, outra coisa é a nossa cabeça.
O uso de qualquer um destes "órgãos" em excesso pode ter consequências não muito agradaveis...e como sempre o meio termo é a melhor opção...acho eu ;)
Abraçe

 
At 6:02 p.m., Anonymous Anónimo said...

Concordo que o EQUILIBRIO é a palavra de órdem quando se trata de sentimentos, sejam eles quais forem. Amar demais com qualquer um dos "órgãos" é suicídio interno. Já sofri desse problema, amar de mais com o coração, efectivamente. Arrependi-me, aprendi, cresci e por fim equilibrei-me o mlhor possível, porém ainda é um assunto que me custa pensar, não por me fazer sofrer, mas por ser "atritoso" para a minha consciência, como que um atrito forte e suave que me dói. Sem mais, boa sorte.

 

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